A origem do cão doméstico

 

As origem do cão doméstico estão e sempre estarão envoltas em várias teorias e controvérsias, no entanto olhando para os vários estudos esta será, na nossa opinião, das teorias mais realistas.

 

O cão foi descrito por Lineu em 1758 como Canis familiaris, e considerado como uma espécie distinta do lobo, descrito também por Lineu no mesmo ano como Canis lupus.

 

Há cerca de 15 mil anos, entre os períodos do Paleolítico e do Neolítico, o cão foi o primeiro animal a ser domesticado pelo Homem, supões-se que pela zona do médio-oriente, espalhando-se “rapidamente” pela Europa e posteriormente o resto do mundo. Julga-se que 20% das raças/tipos existentes hoje começam a aparecer entre 10 e 8 mil anos atrás.

O Homem pré-histórico, vendo as capacidades que o lobo naturalmente possuía rapidamente o começou a tentar usar para proveito próprio, começou assim a tentar criar os lobos menos agressivos e mais “amigáveis”, como? Teoricamente, alguns filhotes de lobo foram capturados e levados para os acampamentos/vilas na tentativa de serem utilizados. Com o passar dos anos, os animais que, ao atingirem a fase adulta, se mostravam ferozes, não aceitando a presença humana, eram descartados, cruzando apenas os mais “amigáveis”. Deste modo, ao longo do tempo, houve uma selecção de animais dóceis, tolerantes e obedientes aos seres humanos. Esse trabalho ao longo de várias gerações, levou eventualmente à criação dos cães domésticos.

O Homem moderno provavelmente não teria conseguido sobreviver a todas as dificuldades e perigos sem a ajuda dos primeiros cães, começaram rapidamente a trabalhar juntos não só a nível de caça como também de guarda das vilas contra perigos. Já os primeiros cães de caça e de guarda ajudavam as tribos em troca de alimento e abrigo.

Fazendo um breve resumo histórico, cultural e geográfico, podemos, através de vários factores como por exemplo a arte, ou os escritos antigos, começar a delinear a evolução do cão, levado durante as migrações humanas e aparecendo em todas antigas culturas como romanas, egípcias, assírias, gaulesas e pré-colombianas, sempre lado a lado com a história do ser humano.

No Antigo Egipto, os cães eram reverenciados como conhecedores dos segredos do outro mundo, bem como utilizados na caça e venerados na forma do Deus Anúbis. Eram principalmente usados vários tipos de cães de gado, grandes cães de porte altivo e extremamente alertas que tanto impressionaram Júlio César no ano 54 a.C.

No continente europeu, mais precisamente na Grécia Antiga, os cães eram relacionados aos deuses da cura, com templos que abrigavam dezenas de cães para que os doentes pudessem ter suas feridas lambidas.

Mais ou menos pela mesma altura, os impérios gregos e romanos que utilizaram grandes molossos (grandes cães tipo mastins, etc) para ataques, combatendo ao lado dos soldados. Alexandre o Grande (3 séc. a.C.) utilizou cães nas suas batalhas, tendo, numa delas perdido o seu molosso favorito Périlles, acontecimento importante o suficiente para ser registado nos seus diários/relatórios.

 

Com o fim do Império Romano, o mundo entrou na Idade Média, já com os cães espalhados pelo continente europeu, levados por mercadores fenícios do médio-oriente a toda a região mediterrânea e adentrado pela Europa pelos romanos.

 

Na idade Média os cães continuaram a ser treinados para batalhas, chegando inclusive a usar grossas armaduras.

No entanto foi nessa época que os caninos começaram a perder o relativo prestígio que mantinham, já que doenças como a peste negra assolavam a Europa e era comum ver cães a comer os cadáveres, as pessoas começaram a associar o cão como animais negativos e com a ajuda da Igreja Católica, na altura a instituição mais influente, passaram a relacioná-los à morte e considerá-los criaturas das trevas. Tal relação, por incentivo da Inquisição, resultou em matanças indiscriminadas de lobos e cães.

Apesar de tudo no final destes negros anos o cão já tinha começado a recuperar a reputação como companheiro e fiel amigo do homem.

 

Durante o renascimento os cães eram utilizados para a caça desportiva e criados com todos os cuidado dentro dos canis de cada castelo. Eram sinal de riqueza e prestigio e vários castelos começaram a seleccionar tipos de cães específicos para caça de animais específicos e criando raças que baptizavam a maioria das vezes com o nome da família, próprio ou das suas propriedades/zonas. Estas novas raças eram consideradas tesouros não encontrados em nenhum outro lugar do mundo, e por isso, dadas de presente entre a nobreza o que ajudou em muito a dispersão das várias raças pelo mundo.

Apesar de tudo no final destes negros anos o cão já tinha começado a recuperar a reputação como companheiro e fiel amigo do homem.

 

Durante o renascimento os cães eram utilizados para a caça desportiva e criados com todos os cuidado dentro dos canis de cada castelo. Eram sinal de riqueza e prestigio e vários castelos começaram a seleccionar tipos de cães específicos para caça de animais específicos e criando raças que batizavam a maioria das vezes com o nome da família, próprio ou das suas propriedades/zonas. Estas novas raças eram consideradas tesouros não encontrados em nenhum outro lugar do mundo, e por isso, dadas de presente entre a nobreza o que ajudou em muito a dispersão das várias raças pelo mundo.

 

Por esta altura começam a aparecer os primeiros cães de companhia das grandes damas, graças ao apreço destas grandes famílias pelos seus cães e a entrada destes nos castelos junto ás lareiras dos nobres. Guilherme de Orange dos Países Baixos chegou a declarar que seu cão o salvou de um atentado. E Luís XV de França possuía 614 cães de caça.

 

Os nossos reis também foram amantes da caça. Relembremos por exemplo o rei D. Carlos, um verdadeiro amante desta actividade.

 

Durante o período dos descobrimentos, e a chegada do homem branco ao “Novo Mundo” diversificou bastante as raças/tipos de cães já existentes no continente americano.

 

Também durante a conquista deste continente, a presença do cão teve sua importância e utilidade. Nas guerras contra os índios, cães eram utilizados para encontrar e matar os nativos. Há inclusive a lenda de que, na actual República Dominicana, milhares de indígenas foram exterminados por uma tropa de apenas 150 soldados de infantaria, trinta cavaleiros e vinte cães pisteiros.

As grandes guerras mundiais vieram extinguir várias raças de cães das zonas mais afectadas e deram ênfase ás raças mais usadas pelos militares, como o pastor alemão, belga, doberman, etc. Os exércitos alemães tinham a seu uso mais de 30 mil cães mensageiros e o uso de cães bomba também era muito utilizado, as bombas eram amarradas aos cães e estes enviados para o meio de tropas inimigas, os franceses usavam também por exemplo cães dos Pirenéus como cães carregadores de munições. Já no Japão, o imperador chegou a decretar que todos os cães não tipo Pastor Alemão fossem mortos para a confecção de uniformes militares com a sua pele e pelo.

Em termos de treino/adestramento os alemães foram por esta altura dos grandes fundadores da cinotécnia como a conhecemos hoje.

 

Já no séc. XX o cão é principalmente usado como animal de companhia, no entanto encontramos o nosso melhor amigo em todo o tipo de profissões, desde cães guia, variados tipos de cães de assistência, cães de guarda, cães de caça, a cães de detecção de fogo criminoso. Quer queiramos quer não, o ser humano não seria o que é hoje sem o nosso melhor amigo e a nossa relação mutua ao longo dos anos.

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